Avaliação

Avaliação no Ensino Superior: objetivos, desafios e case prático | Guia 2021

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Entenda os objetivos (e os desafios) para avaliação no Ensino Superior, como aplicar avaliações institucionais e seus benefícios para o processo de ensino e aprendizagem

No guia abaixo, o portal Desafios da Educação apresenta os principais objetivos das avaliações institucionais. Também mostra os desafios mais enfrentados pelas instituições de ensino superior (IES), dicas sobre o que levar em conta no processo de avaliação no Ensino Superior e cases de sucesso nessa área.

Índice
1. Quais são os objetivos da avaliação
2. Desafios mais enfrentados
3. O que levar em conta na avaliação
4. A experiência do Grupo Unis
5. Como funcionam as plataformas de avaliação

Quais são os objetivos da avaliação

Realizar avaliações institucionais de ensino e aprendizagem faz parte da construção de um sistema de governança a serviço dos gestores. Afinal, dessa maneira é possível verificar sistematicamente a aplicação dos planos de ensino em sala de aula, garantido a execução do projeto pedagógico.

Essa visão ampliada sobre os pontos fracos e fortes da instituição – no que se refere a aplicação dos planos de ensino – é fornecida pela mensuração do resultado dos testes. Os dados permitem o diagnóstico e instrumentalizam os gestores na aplicação de planos de ação para melhoria contínua.

As correções pedagógicas implementadas a partir das avaliações têm reflexo sobre um segundo objetivo: a melhoria do desempenho da instituição no Enade. Isso porque as provas também têm um caráter formativo fundamental para a aprendizagem do aluno – que, inclusive, acaba se familiarizando com o estilo das questões do Enade.

Portanto, podemos resumir da seguinte maneira os principais objetivos das avaliações institucionais de ensino e aprendizagem:

  1. Construção de um sistema de governança para o diagnóstico completo da aplicação dos planos de ensino, permitindo ações pedagógicas pontuais para correção de rumos;
  2. Incremento da aprendizagem e familiarização do aluno com o método avaliativo do Enade, garantindo melhoria do desempenho no exame.

Os desafios mais enfrentados

São muitos os desafios enfrentados por instituições que desejam aplicar avaliações institucionais de ensino e aprendizagem.

Entre eles estão:

  • Conquistar a adesão dos alunos e da comunidade acadêmica em geral para a importância das avaliações, o que os simulados, na maioria das vezes, não conseguem;
  • Obter agilidade e robustez na montagem, distribuição, aplicação e correção de provas que envolvam toda a IES;
  • Garantir o controle e a segurança sobre todo o processo avaliativo, principalmente na aplicação de provas online;
  • Gerenciar o fluxo de notas de maneira simples e estruturada, permitindo o diagnóstico dos resultados e a distribuição dos conceitos aos alunos e professores.

Leia mais: O impacto das plataformas de avaliação online no ensino superior

O que levar em conta na avaliação

Em primeiro lugar, as avaliações institucionais de ensino e aprendizagem devem constituir um processo contínuo em que toda a comunidade acadêmica está envolvida. Assim, a IES consegue criar uma cultura avaliativa, acompanhando o desempenho de professores e estudantes sistematicamente.

Uma metodologia para dar conta dessa tarefa é a aplicação de testes com base no plano de ensino ao final de cada período letivo, diluindo a preparação para o Enade ao longo do curso. Em geral, o desempenho nessas provas tem um peso de 20% sobre a nota do aluno. Os 80% restantes ficam a cargo das avaliações promovidas pelos professores.

Leia mais: Lições da pandemia: os desafios de avaliar a aprendizagem remota

Ao mesmo tempo, o ideal é criar um processo único de avaliação dentro da instituição, envolvendo todas as pontas. Isso pode ser feito através da adoção de uma plataforma profissional (como veremos com mais detalhes abaixo)

“As instituições devem propiciar um ambiente profissional, onde cada detalhe foi pensado para a aplicação de uma avaliação, evitando, assim, experiências desconfortáveis para alunos, professores e gestores”, afirma o gerente do AvaliA, Thiago Finotti.

O mais importante, nesse caso, é que, além de facilitar a aplicação dos testes institucionais, essas ferramentas uniformizam a avaliação dentro das disciplinas. É o docente quem valida as questões que caem na prova. Também é possível parametrizar quantas e quais questões serão utilizadas e qual será o peso e o formato de cada uma.

Leia mais: MEC discute novas forma de avaliar o ensino superior

A experiência do Grupo Unis

Pró-reitor acadêmico do Grupo Educacional Unis – localizada na região de Varginha, no sul de Minas Gerais –, Ricardo Morais Pereira destaca que nos últimos anos, enquanto outros temas estavam em destaque, pouco foi debatido acerca dos processos de avaliação no ensino superior brasileiro.

O problema é que os sistemas adotados pelas IES, muitas vezes, não estão em consonância com as práticas educacionais vivenciadas em sala de aula. “É hora de provocarmos essa reflexão para que o processo avaliativo faça sentido não só para as instituições de ensino superior como também ao aluno”, diz Pereira.

Para ele, há um verdadeiro choque de gerações em sala de aula. A maioria dos professores nasceu e foi formada no século passado. a maior parte do alunado, por sua vez, nasceu neste milênio e não sabe como é viver sem tecnologia.

Leia mais: Por dentro do Grupo Unis: internacionalização como estratégia

O distanciamento entre gerações, segundo Pereira, faz com que o processo avaliativo praticado por uma parcela considerável de instituições e docentes não faça sentido para os estudantes. “Acredito que o desafio em termos de avaliação está na harmonização entre expectativa dos alunos e prática docente.”

Para superar essa barreira, o Grupo Unis apostou na parceria com a plataforma AvaliA. Entre os benefícios da ferramenta, o pró-reitor acadêmico destaca a versatilidade das avaliações, principalmente em tempos de pandemia, uma vez que as provas podem ser realizadas online no ambiente virtual de aprendizagem.

Além disso, ele cita o banco de dados robusto – são dezenas de milhares de questões – que permite avaliações bem variadas e a possibilidade de montar tanto simulados do Enade como provas específicas para cada disciplina. “Outro ponto de destaque são os relatórios gerenciais, que nos permitem bons diagnósticos sobre o desempenho das turmas”, completa Pereira.

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Como funcionam as plataformas de avaliação

Plataformas de avaliação – como o AvaliA, adotado pelo Grupo Unis – permitem a criação automática de avaliações com base em um portfólio de dezenas de milhares de questões. As questões são validadas estatisticamente pela Teoria de Resposta ao Item (TRI), o que gera equilíbrio de dificuldade e permite a aplicação de testes completos e de alto nível.

Mais ágil, a montagem, aplicação e distribuição das provas pode ficar nas mãos do professor, no caso das avaliações de uma disciplina específica. Ou pode ficar centralizada na instituição, no caso das avaliações institucionais de ensino e aprendizagem.

plataforma de avaliação

Como são integradas ao ambiente virtual de aprendizagem (AVA ou LMS, na sigla em inglês), as plataformas de avaliação abrem a possibilidade de aplicação dos testes online, um diferencial significativo em tempos de pandemia. O controle e a segurança do processo são garantidos por um sistema profissional de avaliação.

A correção e o fluxo de notas são automáticos. Todos os dados e relatórios ficam disponíveis aos professores e gestores em um dashboard. Uma vez compartilhadas com o time acadêmico, essas informações instrumentalizam as decisões de intervenção pedagógica tendo em vista, por exemplo, aplicação ou não dos planos de ensino.

Ou seja, além de facilitar o trabalho do professor e melhorar a experiência do aluno, soluções como o AvaliA diminuem os custos de operação e o tempo perdido. Isso permite que gestores podem se concentrem na análise dos resultados em busca de melhorias no processo de ensino e aprendizagem.

Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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