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O Collaborative Learning no ensino a distância

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Cooperação é uma palavra constante no vocabulário de quem frequenta o universo do ensino a distância. Não só porque a internet é, ela própria, colaborativa, mas porque um dos pilares da educação não presencial é o próprio aluno, que atua como coautor do seu aprendizado. Ou seja, precisa, de certa forma, se ajudar. Por isso o conceito de Collaborative Learning, ou aprendizado colaborativo em português, se adapta tão bem à realidade do EAD.

Em termos gerais, a aprendizagem colaborativa é uma abordagem educacional que envolve grupos de alunos trabalhando em conjunto para resolver um problema, completar uma tarefa, ou criar um produto. Baseia-se na ideia de que a aprendizagem é um ato naturalmente social, que ocorre a partir do engajamento ativo entre os pares, face-a-face ou online. Nesse sentido, e como destaca a Universidade de Curtin em seu site, o aprendizado colaborativo se diferencia do cooperativo, outro conceito comum do campo da educação.

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A educação pode serão tão colaborativa quando a construção do conhecimento
[FONTE: MedSpark]

Na aprendizagem cooperativa, a tarefa é dividida verticalmente, ou seja, entre alunos que trabalham mais ou menos simultaneamente em diferentes aspectos de um projeto, enquanto na aprendizagem colaborativa, a tarefa é dividida horizontalmente. Os alunos trabalham juntos mais ou menos sequencialmente em diferentes aspectos de um projeto. No Collaborative Learning, a tarefa ou atividade é comum, o aprendizado é em grupos pequenos, o comportamento dos estudantes deve ser cooperativo, mas com certa interdependência, e há também a responsabilidade e prestação de contas individual, é claro. Afinal, o resultado de qualquer aprendizado é e sempre será único, de acordo com cada pessoa.

Alguns dos benefícios do Collaborative Learning para os estudantes e, por consequência, para os professores e gestores que apostarem nesse método são:

– Envolver o aluno em discussões de um assunto específico com os colegas;
– Ajudá-lo a trabalhar em cooperação e a apoiar uns aos outros;
– Desenvolver o trabalho em equipe e a habilidade do estudante de se comunicar;
– Incentivar que o estudante assimile múltiplas visões e aprofunde o conhecimento e promover o pensamento crítico;
– Criar responsabilidades individuais na equipe;
– Desenvolver estratégias de aprendizado independentes;
– Incentivar uma estrutura de aprendizado que funciona fora da sala de aula;
– Mitigar o isolamento do aluno.

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O aprendizado colaborativo é naturalmente social, como é a internet se tornou
[FONTE: Kalidus]

 

A colaboração online traz benefícios adicionais ao aprendizado colaborativo. A flexibilidade, a gestão da participação e do comportamento dos alunos, o acompanhamento e o incentivo a autonomia do aluno são só alguns deles. Além disso, o método, atrelado a instrumentos de colaboração como o Collaborate 12.5, da Blackboard, fornece ao professor e ao gestor não só mais informações sobre o desempenho do aluno, mas também ferramentas que foram pensadas para esse tipo de aprendizado, facilitando sua prática..

 

E você, já utiliza alguma ferramenta de colaboração? Já testou o Collaborative Learning na sua instituição? Compartilhe conosco suas impressões e assine nossa newsletter para receber mais informações.

 

Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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