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Como conseguir um feedback honesto e prático dos alunos

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A educação se baseia na interação entre mestre e aprendizes, uma relação que precisa de dedicação, cuidado e muita comunicação. Já falamos aqui sobre a importância do feedback que parte do professor para o aluno, mas o caminho inverso também é importante: o retorno dos alunos sobre as aulas que acompanharam. Por isso, o site Edutopia reuniu sugestões de como abrir o diálogo com os estudantes e obter respostas sinceras que podem servir ao planejamento do professor para o ano letivo seguinte.

Objetivos
O primeiro passo para o professor é determinar exatamente o que ele pretende conseguir a partir do feedback dos alunos. Alguns estarão em busca de melhorias em seus métodos de ensino e tentarão entender o que funcionou para o aprendizado dos alunos e o que não deu resultados tão positivos. Outros profissionais estarão mais interessados em receber retorno sobre atividades específicas, para decidir se elas devem se repetir no ano seguinte ou se devem ser substituídas por outras tarefas. Em todos os casos, o bom diálogo é essencial, e ferramentas comuns na EaD podem ajudar todos os tipos de professores.

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Ouvir o que os alunos têm a dizer é uma prática saudável para os professores
[FONTE: FFMS]

Ao Edutopia, a professora e especialista em Tecnologia da Informação Vicki Davis relatou que ela se esforça para identificar a atividade que foi mais entediante para os alunos e cria maneiras de torná-la sensacional no ano seguinte. Paralelamente, ela tenta descobrir o que apaixona seus alunos e o que não agrada. Claro que, para isso, algumas técnicas de comunicação são fundamentais, já que os alunos precisam se sentir à vontade para compartilhar suas impressões, mesmo as negativas.

Grupos focais
Uma das opções para saber o que acontece na cabeça dos alunos é organizar grupos focais e lembrar-se de gravar as sessões para analisar as ideias mais tarde. A melhor estratégia é ser transparente com os estudantes: explique que seu objetivo é tornar-se um melhor professor e deixar as aulas mais interessantes para o ano seguinte.

Faça perguntas diretas sobre o que eles gostaram de aprender e o que eles aprenderam apenas por obrigação mas preferiam não ter estudado. Por mais que o professor não possa alterar o currículo, será útil saber quais conteúdos são naturalmente atraentes e quais precisarão de maiores estímulos. Depois das perguntas diretas, invista em debates mais abertos. Peça ideias para aprimorar as aulas e inovar nas atividades. Se a conversa não fluir, tente dar um exemplo específico de uma atividade realizada e pergunte se ela teria sido melhor aproveitada de outra maneira.

Pesquisa
Uma pesquisa anônima é outra ferramenta valiosa para desvendar as verdadeiras opiniões dos alunos. Compreensivelmente, eles podem se sentir inseguros na hora de dar um feedback negativo em voz alta, então um relato confidencial vai deixá-los mais tranquilos. Existem diversos aplicativos virtuais para a realização de pesquisas, e a maioria permite que os pesquisados não informem seu nome. Embora as perguntas possam ser bem objetivas, no estilo múltipla escolha, esse seria um bom momento para convidar os estudantes a dar respostas dissertativas e explorar questões mais abertas. Use a liberdade do anonimato a seu favor!

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Plataformas virtuais são perfeitas para a solicitação de feedback
[FONTE: Pinal]

Caso o educador queira observações mais pessoais, a pesquisa é o veículo ideal para perguntar quais foram seus pontos fortes e fracos como professor, que comportamentos foram apreciados e quais foram desagradáveis, o que pode melhorar no futuro. Ao colocar-se como objeto da pesquisa, o professor mostra que está comprometido com sua atuação e aberto à colaboração da turma. O resultado será benéfico a todos.

Recados
A tática pode parecer até primária, mas não deixa de ser eficiente. Uma caixa para receber bilhetes é um convite à interação constante com os alunos. Claro que, atualmente, existem alternativas mais eficientes, como a criação de fóruns online que dispensam os papéis e a caixa de sapatos. O fórum pode ser um canal de mão única, no qual os alunos enviam recados aos professores, ou uma mesa aberta de debates. Da mesma forma que a pesquisa, esse espaço pode ser anônimo ou com identificação.

A experiência de receber feedback dos alunos pode ser um desafio, mas vai trazer novas ideias e insights ao professor. Se você costuma usar essa abordagem na sala de aula, compartilhe conosco seus resultados.

Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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1 Comentário

  1. Esta prática, denominada “feedback” ou “devolutiva” , realizada por escolas no Brasil é ilegítimia e perigosa e conduz o docente a ser condescendente, permissivo, permitidino o que se tem visto, na maioria dfas escolas privadas. Alunos que estãoa dormitar ou a utilizar os aprelhos celulares, em vez de participarem ativamente nas atividades e prestar atenção aos professores, no momento em que estes estão a transmitir a informação importante. Estes alunos, preferem estar a conversar, como se estivessem em casa, nem se quer se vestem corretamente. Alunas estão com as pernas à mostra, alunos de chinelos e sem qualquer respeito para com o espaço comum ao alunos sérios.Muitos destes alunos “avaliadores” são traficantes ou consumidores e no dia em que respondem ao tal “questionário”, muitos deles, estão sem dormir ou com poucas de sono, devido a jogos ou estupefacientes e consequentemente, obviamente não reúenem condições para avaliar, seja o que for. Para além destes factos, os alunos não possuem grau académico superior ao professor, nem metodologia ou psicologia e nem maturidade. Uma avaliação de docentes, envolve um avaliador com grau académico superior ao do avaliando, aulas assistidas, a fim de avalair a capacidade científica e académica do avalaindo, bem como a capacidade de gestão de conflitos e disciplina. Envolve também, os indicadores padrão de avaliação, como assiduidade, pontualidade, taxa de sucesso, insucesso, retenção e enviolvimento com a instituição.

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