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Como utilizar a tutoria para conter a evasão na EaD

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A evasão é uma das principais preocupações dos gestores na educação a distância (EaD). Não à toa. Na rede privada, o índice chega a 37% nos cursos superiores. A informação é do último Mapa do Ensino Superior, organizado pelo Semesp.

Perder um em cada três alunos durante a graduação não é pouca coisa. Pense no faturamento que as instituições de ensino superior (IES) deixam de ter. É por isso que, atualmente, faculdades, centros universitários e universidades direcionam vários esforços na tentativa de conter o abandono universitário.

O que poucas IES parecem ter percebido, entretanto, é que a tutoria pode exercer um papel fundamental na redução da evasão no EaD. Afinal, tutores preparados e com recursos de trabalho disponíveis são capazes de despertar o engajamento dos alunos, melhorando a aprendizagem e a satisfação com a graduação.

O oposto também é verdadeiro. Se não for pensada estrategicamente, a tutoria pode causar até mesmo o efeito contrário, aumentando o abandono universitário. É o que acontece quando a tutoria não tem uma presença marcante na jornada do aluno, que tende a ficar distante dos estudos e da comunidade acadêmica.

A tutoria a favor da retenção

Todas as disciplinas de cursos EaD contam com a figura de um tutor.

Em resumo, o tutor tem as seguintes funções:

  • Responder dúvidas;
  • Lembrar de atividades e seus prazos;
  • Dar dicas e sugestões de estudo;
  • Corrigir provas e trabalhos;
  • Produzir e indicar conteúdos pedagógicos extras;
  • Familiarizar o aluno com o AVA;
  • Relacionar o conteúdo com o dia a dia dos alunos;
  • Promover a interação;
  • Identificar perfil e alunos com viés de abandono.

É esperado que a tutoria seja composta por profissionais que dominem competências socioemocionais como comunicação, empatia, proatividade, organização e resolução de problemas. Tudo isso, é claro, sem deixar de lado o conhecimento teórico sobre os conteúdos da disciplina.

CTA tutoria ead

Escolha o perfil certo de tutores é o primeiro passo para a IES que deseja utilizar a tutoria a favor da retenção. Mas não é o suficiente. Além disso, é necessário apostar em uma abordagem preditiva e proativa no relacionamento das instituições e dos tutores com os alunos.

  • Preditiva por acompanhá-lo de perto desde a matrícula, antevendo qualquer possibilidade de evasão;
  • Proativa por, além de atender com efetividade e no tempo estipulado às demandas que chegam, realizar ações ativas e planejadas de engajamento do estudante.

Alguns elementos fazem parte desse processo. A tecnologia, por exemplo, não pode ficar de fora. Softwares conectados ao ambiente virtual de aprendizagem (AVA ou LMS, na sigla em inglês), por exemplo, são usados na gestão de dados, identificando alunos com viés de abandono. As plataformas também são uteis para avisos gerais e resolução de demandas simples.

Cabe ao tutor realizar contatos ativos e pessoais com o estudante a partir de uma régua de relacionamento bem definida. Já as metodologias ativas são importantes aliadas na tarefa de criar aulas mais dinâmicas e atrativas, mantendo as as turmas engajadas e reduzindo a evasão.

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Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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