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Coronavírus: Brasil está preparado para estudo remoto?

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Trabalho e estudo remoto: coronavírus causa onde de isolamento. Crédito: Shetterstock.

Trabalho e estudo remoto: coronavírus causa onde de isolamento. Crédito: Shetterstock.

A cada dia acompanhamos pela imprensa o aumento de casos de infecção do novo coronavírus, seus desdobramentos e reflexos nos hábitos das pessoas ao redor mundo. Para se ter ideia, eram quase 377 milhões de estudantes com aulas paralisadas ou suspensas em 46 países – de acordo com a atualização de quinta-feira, 12 de março, da Unesco

Com escolas, universidades, empresas e aeroportos fechando as portas até que a pandemia diminua, nunca foi tão necessário falar sobre a necessidade de trabalho e estudo remoto – e analisar como essas soluções são adotadas em escala.

O desembarque dessa realidade no Brasil parece iminente. Incrível como mesmo trabalhando há muitos anos com EAD, e de maneira remota nos últimos dois anos, nunca pensei na possibilidade de termos que recorrer aos diferenciais de flexibilidade da modalidade para casos de “isolamentos” como este do novo coronavírus.

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Será que o Brasil, que não enfrenta invernos rigorosos (que impeçam as pessoas de se locomoverem), não está no foco de guerras (que também inviabilizam as pessoas a saírem de suas casas) e tampouco sofreu casos de epidemias, está preparado em caso de necessidade de nos isolarmos?

Escolas cancelam aulas como forma de isolamento.

Sala de aula vazia: à medida que coronavírus avança, escolas adotam estudo remoto. Crédito: Pexels.

Estamos preparados – quer dizer, nossas empresas e instituições de ensino estão preparadas – para um período em que as pessoas precisem viver em isolamento?

Em recente entrevista a este portal Desafios da Educação, comentei que há um alto risco de exclusão de gestores, professores e alunos para adoção de modelos flexíveis (como EAD) para dar continuidade às aulas.

Apesar da EAD estar bem difundida e crescente no Brasil, ainda enfrentamos no dia a dia um desafio constante em conscientizar corpo gestor, docente e discente estritamente presencial sobre a necessidade da “digitalização” para os estudos, com demonstrações de resistências diversas. A inclusão digital educacional ainda sofre resistências.

Reflexo do coronavírus: cresce a adesão à EAD. Crédito: arte de Desafios da Educação, sobre cortesia de NIADI RML

Leia mais: Estreia de podcast “Desafios da Educação” analisa resposta do MEC ao coronavírus; ouça

Para as IES que não contam com plataformas digitais estruturadas de comunicação e apoio ao ensino presencial (LMS e/ou sistemas de ensino), é a hora de usar a criatividade (competência tão requisitada nos dias de hoje) para organizar “planos B” que não prejudiquem o ano letivo – caso o problema chegue ao Brasil.

A implantação imediata de plataformas pode ser um dos planos, mas o uso de recursos e app de domínio dos professores e alunos também pode ser uma alternativa.

Comunidades em redes sociais, grupos do WhatsApp… Apesar de informais, podem ser canais de comunicação que mantenham a rede de professores e alunos conectadas.

Considerando que os planos de aula e ensino já estejam estruturados, é mais fácil estabelecer estratégias de aula e aprendizagem remotas. A curadoria, no caso das organizações que não tenham materiais didáticos estruturados, também será de grande valia.

E o trabalho? Tenho renunciado ultimamente a convites para assumir funções em empresas e instituições de ensino que exigem integralmente a minha presença física. E posso dizer que esta é uma decisão minha que me afasta de empresas e instituições tradicionais que infelizmente ainda são maioria no Brasil. (E felizmente me aproxima das mais inovadoras.)

Como é que as organizações tradicionais de ensino vão se manter em tempos de isolamento? As justificativas de não apoiarem o trabalho remoto continuarão a ser sustentadas?

Com esses breves pensamentos, gostaria que refletissem: se precisarmos nos isolar amanhã, você está preparado para continuar na ativa remotamente?

Leia mais: Como oferecer EAD de qualidade em tempos de coronavírus

Fernanda Furuno
Fernanda Furuno é cofundadora do Guia EAD Brasil, consultora da área de Sucesso do Cliente no Grupo A e membro do Conselho de Inovação da Abed. Escreve mensalmente no Desafios da Educação.

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    1 Comentário

    1. Fernanda,
      Parabéns pela coragem de dizer algo que, inicialmente, pode espantar a todos – sobre sua decisão de rejeitar propostas de trabalho que exigem dedicação quase exclusiva – porém quando analisada mais criteriosamente percebe-se que é uma decisão voltada para algo revolucionário: a disrupção. Creio que, nesse momento, precisamos mais de pessoas feito você e Gustavo envoltos na internet, ajudando a todos os educadores e donos de IE na compreensão daquilo que é melhor para o processo de aprendizagem.
      Cordialmente,
      Sérgio Nunes – Recife/PE

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