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Cultura maker: o que é e como aplicá-la na educação

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A experiência do aluno dentro de sala de aula tem ganhado novos contornos com o avanço da tecnologia e o acesso a informação. O momento de distanciamento social devido ao novo coronavírus pede que o estudante se torne o protagonista da sua própria educação e aliado a isso, novos conceitos e metodologias de ensino surgem dia após dia.

O método conhecido como cultura maker é um desses exemplos, onde o aluno pode experimentar novos pontos de vistas na resolução de um problema, por meio de uma perspectiva prática. A cultura maker pode ser desenvolvida em diversos ambientes da sociedade, principalmente na educação.

O objetivo da cultura maker é colocar a mão na massa e descobrir novas formas de enxergar um problema ou desafio.

O objetivo da cultura maker é colocar a mão na massa e descobrir novas formas de enxergar um problema ou desafio. Crédito: Pexels.

O que é cultura maker?

Faz alguns anos que um grande movimento conquistou pessoas de todas as idades, principalmente no ambiente digital. A cultura do “faça você mesmo” (do it yourself ) se popularizou com uma infinidade de tutoriais na internet, ajudando pessoas de qualquer lugar do planeta a experimentar novos hábitos práticos.

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Podemos dizer que a cultura maker tem a mesma essência, funcionando como uma extensão do “faça você mesmo”, mas de uma forma mais aperfeiçoada. Com isso, pressupõe-se que qualquer pessoa consiga criar soluções para diferentes desafios, desde que é claro, possua o conhecimento necessário e as ferramentas adequadas.

Dessa forma, as pessoas ganharam muito mais liberdade para criar e experimentar a sensação de ser o autor da obra. E isso pode ser aplicado em diversos cenários. Em um projeto online, os alunos podem vivenciar o passo a passo para a criação de um site, por exemplo.

Mas vale lembrar que esses novos desafios não tornam os estudantes especialistas, à primeira vista, mas traz a cultura de experimentação, fundamental nos meios de inovação.

Essa prática se tornou bastante comum nas instituições de ensino, impulsionando o desenvolvimento intelectual dos alunos por meio de atividades “mão na massa”.

Para o ex-presidente americano, Barack Obama, “apoiar o movimento maker  é essencial para fomentar uma nova revolução industrial”.

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Dentro da sala de aula

Os projetos de ciências que algumas instituições promovem é uma boa amostra do que é cultura maker. Dentro da sala de aula ela pode ser uma grande aliada dos professores e das instituições mais inovadoras que estão adaptando o modelo de ensino para a realidade do século 21.

Diante desse cenário, algumas escolas têm apostado em espaços dedicados às experimentações e atividades práticas.

Em laboratórios específicos os alunos podem encontram instrumentos e equipamentos que estimulam a curiosidade, o desenvolvimento intelectual e a criatividade. Impressoras 3D, tecnologia, robótica, equipamentos de programação e outros elementos podem incentivar o desejo de aprendizado e contribuir para a autonomia de cada aluno.

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Além dos objetos de alta tecnologia, também é possível aplicar a cultura maker numa rotina de aprendizado com estruturas menores, que exigem menos em quesito tecnológico, mas garantem o alto desenvolvimento dos alunos. Alguns exemplos:

  • Quintal com horta comunitária;
  • Projetos que envolvem marcenaria;
  • Produção de brinquedos;
  • Desenvolvimento de jogos (eletrônicos e manuais);
  • Atividades de compostagem e alimentação;
  • Prototipagem

Instituições que incorporam a cultura maker dentro de sala de aula conquistam também a liberdade de experimentação que foge ao modelo de ensino tradicional. Com esse método é possível testar diferentes atividades e conceder aos alunos e professores a chance de formular perguntas, errar e acertar.

O objetivo da cultura maker é colocar a mão na massa e descobrir novas formas de enxergar um problema ou desafio. Com isso, é possível observar diversos benefícios do movimento maker nas instituições, como por exemplo:

  • Desenvolver a criatividade e proatividade;
  • Estimula o trabalho em equipe;
  • Fortalece habilidade socioemocionais;
  • Aperfeiçoa a comunicação;
  • Promove a autonomia.

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Além disso, as atividades também podem aproveitar para introduzir os alunos em alguma problemática social, onde eles possam adquirir uma nova visão sobre o assunto e juntos buscarem soluções práticas para o desafio.

É possível abordar questões como o saneamento, meio-ambiente, reciclagem e mais uma infinidade de assuntos que por muito tempo serão objeto de discussão nos principais encontros de países no mundo. Essas atividades também podem ser desenvolvidas com o objetivo de inserir os alunos em competições promovidas por outras organizações.

Com a participação ativa nos projetos e atividades, aliado a convivência com os colegas, aos poucos os alunos também vão desenvolvendo habilidades comportamentais, conhecidas como soft skills.

Aquele aluno que gosta de ajudar e ao mesmo tempo pôr a mão na massa, automaticamente vai descobrindo as qualidades de liderança. Enquanto isso, o que sempre encontra respostas para os problemas terá mais habilidades para criatividade.

Há também os que se sentem pressionados com determinados afazeres, mas que não desistem e vão até o afim para cumprir, desenvolvendo assim inteligência emocional para com as situações. Essas são só algumas das skills que podem ser observadas nos alunos, dentre tantos exemplos.

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Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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