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Embaixadoras fazem renda extra ao captar alunos para Ensino Superior

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Mais de 36 mil pessoas já aderiram à plataforma da Saber em Rede, que conecta instituições de ensino superior com potenciais vendedores de seus cursos

Rosineide Fernandes mora em Vila Velha (ES) e navegava pela internet em busca de uma oportunidade para aumentar a própria renda. Então ela conheceu a Saber em Rede, uma edtech fundada em 2017 que conecta instituições de ensino superior com potenciais vendedores de seus cursos.

Funciona assim: a startup oferece um programa de formação de embaixadores. Interessados recebem treinamento e materiais de divulgação em redes sociais e WhatsApp para vender o portfólio de cursos de ensino superior, recebendo uma comissão por cada matricula efetivada. O profissional atua como se fosse um corretor de seguros, um vendedor autônomo, voltado exclusivamente a orientação e captação de novos alunos.

Com experiência na área de vendas, Rosineide Fernandes efetivou 200 matrículas em apenas um ano. Hoje, o trabalho como embaixadora representa 30% de sua renda mensal.

O modelo de negócio da Saber em Rede já atraiu mais de 40 IES e 36 mil vendedores. Como Fernandes, a maioria é mulher (70%) e já está empregada em alguma área relacionada à educação ou vendas. Em quatro anos, foram distribuídos cerca de R$ 500 mil em comissão para embaixadores.

Cada uma das 40 instituições participantes tem o próprio programa de embaixadores, formatado conforme as características e necessidades de captação de alunos.

“É uma forma de diversificar e impulsionar a captação de alunos ao mesmo tempo que a instituição aumenta o engajamento com a comunidade”, explica Laila Martins, CEO da Saber em Rede.

Consultoria educacional

Mais do que um vendedor, o embaixador trabalha como um consultor educacional. Afinal, é sua responsabilidade ajudar o aluno a escolher o curso, encontrar as melhores condições financeiras e acompanhar todo o fluxo de inscrição até a efetivação da matrícula.

“É muito comum encontrar pessoas que na hora de se matricular não sabem escolher o curso porque não conhecem o que cada profissional faz”, explica Andressa Andrade. Pensando nisso, ela abriu uma conta nas redes sociais exclusiva para o trabalho como embaixadora.

No Instagram, além da divulgação da Saber em Rede, ela chegou a fazer postagens sobre carreira, especificidades de cada curso e notícias do Ministério da Educação (MEC) sobre o ensino superior.

Leia mais: Como a pandemia mudou a captação de alunos no ensino superior

Andressa Andrade estava em licença maternidade, após o nascimento da primeira filha, quando conheceu a Saber em Rede em 2018. Atendente na Faculdade Jardins, em Nossa Senhora do Socorro (SE), ela passou a contatar alunos que tinham feito pré-inscrição, mas não efetuaram a matrícula na instituição.

Determinada a fechar turmas, ela iniciou a procura por estudantes de pedagogia. Deu tão certo que ela passou a utilizar a estratégia para outros cursos. “O retorno foi muito positivo desde o começo, mudou completamente a minha vida”, conta.

Andressa utilizou a renda extra em comissões, que varia entre R$ 1 mil e R$ 1,2 mil, para ajudar na compra de um apartamento.

Leia mais: Como será a captação de alunos no ensino superior em 2021

Suporte aos embaixadores

Para dar suporte ao trabalho dos embaixadores, a Saber em Rede disponibiliza informações sobre o portfólio das instituições parceiras, uma série de treinamentos na área de vendas e materiais de marketing para divulgação dos cursos nas redes sociais.

Inês Maria Gugel Dummel se tornou embaixadora em agosto de 2019. Professora de formação, ela atua há sete anos na área administrativa da Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe (Uniarp), em Caçador (SC).

Com certa experiência no processo de captação de alunos para o Ensino a Distância (EAD), devido ao seu trabalho na instituição catarinense, ela elogia a proposta e o suporte da Saber em Rede. “É uma iniciativa inovadora, que motiva e capacita os embaixadores com conhecimento e ferramentas da área.”

Prestes a concluir a dissertação de mestrado ao mesmo tempo que dedica 40 horas semanais ao trabalho na Uniarp, Dummel reserva os intervalos e o período livre pela manhã para vender os cursos. Além das redes sociais, a panfletagem de rua é uma estratégia comum na região.

“A experiência como embaixadora me deixa cada dia mais empolgada. Acredito que quanto mais eu me dedicar e qualificar, vou conseguir mais resultados eficazes na proposta da Saber em Rede”, projeta.

Leia mais: Como evitar a evasão de alunos no ensino superior

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