Opinião

Na educação, não é o mais forte que sobrevive. É o que melhor se adapta

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Mudança na educação; Instituições de ensino precisam se adaptar. Crédito: Pexels.

Mudança na educação; Instituições de ensino precisam se adaptar. Crédito: Pexels.

Estas últimas semanas foram bem diferentes. Tornamo-nos pessoas diferentes. Era esperado: não tinha como passarmos incólumes aos efeitos da pandemia. Enquanto milhares adoeceram e infelizmente morreram pela covid-19, expondo o despreparo do mundo para lidar com o vírus, outros buscaram (e ainda buscam) sair da crise mais fortes e melhores. É o caso do setor educacional.

A pandemia virou a chave do ensino presencial para a educação remota. Os conhecimentos científicos felizmente voltaram a ser valorizados. Os pais precisaram participar ativamente das rotinas de aprendizagem dos seus filhos. Finalmente se percebeu o protagonismo dos professores nos processos de ensino-aprendizagem, e se reconheceu o esforço deles para mudar o modus operante.

Leia mais: Lições do coronavírus: tecnologia educacional é caminho sem volta

“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”: a frase atribuída ao velho Charles Darwin nunca fez tanto sentido.

Instituições de ensino superior, escolas e profissionais da educação se reinventaram com a mudança sairão mais fortes – mesmo com as pendências financeiras. Não voltaremos totalmente ao mundo analógico. Como escrevi em meu último artigo, a tecnologia e a hibridização da educação é um caminho sem volta.

As EADs sairão mais fortes e respeitadas desta experiencia. Ensinos totalmente presenciais certamente passarão a ser híbridos e as fronteiras e resistências à inovação do ensino se tornarão obsoletas.

Lives do Desafios da Educação

Em abril experimentei algo novo: apresentar “lives” – que é como são chamadas as conversas com transmissões ao vivo pela internet. Em meu caso, através do Instagram @desfiosdaeducacao, foram dois encontros com grandes nomes da educação: Thuinie Daros e Lilian Bacich, ambas autoras de livros da coleção Desafios da Educação (selo Penso), além da audiência qualificada que nos prestigiou. Foi incrível!

Leia mais: Covid-19 impulsiona o uso de metodologias ativas no ensino a distância

Com Thuinie, o debate foi sobre as lições aprendidas até aqui e principalmente sobre o uso de metodologias ativas de ensino. Na transmissão, ainda foi possível interagir com os que assistiam – que fizeram perguntas e trocaram experiências.

Já com Lilian aproveitamos fizemos o primeiro lançamento de um livro online. STEAM em sala de aula: A aprendizagem baseada em projetos integrando conhecimentos na educação básica é assinado por Lilian e Leandro de Hollanda. A obra faz uma abordagem valiosa que contribui com os desafios contemporâneos, integrando disciplinas e ajudando a desenvolver competências importantes como criatividade, pensamento crítico, comunicação e colaboração. Um desafio enfrentado e bem resolvido: tivemos mais pessoas na live do que poderíamos sonhar em um lançamento presencial.

Coisas que o “novo normal” nos propicia.

Adriane Kiperman
Adriane Kiperman é diretora editorial do Grupo A Educação e membro do Conselho Editorial do portal Desafios da Educação e das Revistas Pátio.

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