GestãoMercado

Por dentro do Grupo Unis: internacionalização como estratégia

0
Unis

Uma das unidades de ensino do Grupo Unis, em Varginha, Minas Gerias. Crédito: divulgação.

Oscar Atau Deza, de 21 anos, é aluno de Comércio Exterior da Universidad Nacional del Centro del Perú (UNCP). Mas as aulas que ele assiste são ministradas a quase 5 mil quilômetros de distância de Huancayo, sede da UNCP.

Neste semestre, Deza frequenta uma das unidades do Grupo Unis, localizada na região de Varginha, no sul de Minas Gerais. Como ele, cerca de 40 intercambistas desembarcam semestralmente no Unis.

Os estudantes viajam graças a convênios de cooperação e projetos de internacionalização – mecanismo de desenvolvimento para as instituições de ensino superior (IES) e mesmo aos alunos e professores.

Leia mais: Internacionalização: um diferencial para alunos e instituições

O trabalho é realizado numa espécie de mão dupla. É que, além de receber, o Unis envia outros 40 alunos ao exterior a cada seis meses.

Os destinos incluem países latinos (Peru, Chile e México, por exemplo), africanos (como Angola, Cabo Verde e Moçambique), europeus (Finlândia, Hungria, Turquia, Itália, entrou outros) e até asiáticos.

A maior parte dos intercâmbios são feitos em esquema de reciprocidade. Ou seja, o Unis oferece e recebe dos parceiros benefícios como transporte, estudo para um ou dois semestres, alojamento, assistência burocrática e estágio remunerado aos alunos.

“Queremos que o estudante saia de Varginha, que é uma cidade sem muitos atrativos, e amplie seu conhecimento viajando pelo mundo “, diz Felipe Flausino de Oliveira, chefe de gabinete do Grupo Unis. “Mas isso só é possível através de um projeto forte, coeso e sustentável.”

Foi a aposta do Unis. O mais forte dos projetos é a chamada rede Acinnet, que executa programas de ensino e eventos internacionais. Dezessete instituições fazem parte da rede Acinnet, sendo sete brasileiras.

Leia mais: Como a cooperação pode melhorar a competitividade entre IES

Reforço das empresas

O Grupo Unis é uma organização cinquentenária, sem fins lucrativos e que contempla 150 polos de educação a distância (EAD), quatro escolas de ensino básico, faculdades e um instituto de cursos técnicos.

No total, atende cerca de 12 mil alunos – 2 mil na educação básica, 2,5 mil na EAD, 5,5 mil no presencial (nos campi de Varginha, Três Pontas, São Lourenço, Pouso Alegre e Cataguazes) e outros 2 mil na pós-graduação.

Unis

Alunos intercambistas do Grupo Unis. Crédito: divulgação.

De acordo com dados de 2018 do Índice Geral dos Cursos (IGC), indicador de qualidade do Ministério da Educação (MEC), o Grupo Unis é considerado o melhor centro universitário privado de Minas Gerais. A instituição também conquistou nota 4 no IGC pelo segundo ano consecutivo na Faculdade Três Pontas (Fateps) e nas Faculdades Integradas de Cataguases (FIC).

Para o chefe de gabinete da Unis, os bons resultados advém da visão arrojada do reitor, Stefano Barra Gazzola. “Ele privilegia a inovação e não deixa a gente se acomodar”, elogia Oliveira.

Essa visão mudou o jeito com que os alunos aprendem. Agora, as disciplinas são ministradas através de metodologias ativas de ensino, o professor virou mediador do conhecimento e novas tecnologias foram adotadas.

O Unis também criou a chamada Unidade de Projetos Especiais: Educação Corporativa e Projetos Governamentais, que busca somar competências e melhorar as práticas profissionais das organizações participantes.

“Derrubamos o muro entre a universidade e a comunidade. Agora, as empresas estão aqui dentro, prototipando muita coisa e fortalecendo a inovação”, acrescenta o chefe de gabinete.

Leia mais: Empresas e universidades fazem parcerias para melhorar aprendizado

Essa aproximação deu origem a um conselho que se reúne a cada 45 dias. Nos encontros, representantes de 60 empresas, juntamente com o Unis, discutem assuntos relevantes para o desenvolvimento do mercado e da região.

Além do mais, uma tradição se criou nas companhias participantes do conselho: a admissão dos intercambistas do Unis como estagiários.

Essas ações, segundo Oliveira, dão cada vez mais credibilidade à instituição mineira. “Na última captação de alunos, tivemos um crescimento de 10% em comparação com a anterior”, afirma. E garante: “Estamos otimistas para 2020”.

Leia mais: EAD e inteligência comercial dão competitividade às IES

Leonardo Pujol
Leonardo Pujol é editor do Desafios da Educação e sócio-diretor da República – Agência de Conteúdo.

VOCÊ PODE GOSTAR

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.