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Após resistência, universidades federais aderem ao ensino remoto

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No fim de março, quando a crise do novo coronavírus já estava devidamente instalada no Brasil, a maioria das universidades federais decidiu não aderir ao ensino  a distância durante a quarentena.

Segundo levantamento do jornal Folha de S. Paulo, cerca de 60% das instituições preferiram suspender o calendário acadêmico a promover o ensino remoto. Por quê? Dirigentes e professores alegavam que a atual estrutura e a composição do corpo estudantil não permitia a modalidade de maneira eficiente.

Mas o prolongamento da emergência sanitária fez com que as instituições cedessem. Segundo a plataforma Coronavírus – Monitoramento das Instituições de Ensino, criado pelo MEC, 66 das 69 universidades federais brasileiras já oferecem aulas a distância para os estudantes. Outras duas funcionam parcialmente. As informações são da Agência Brasil.

Vinculadas ao MEC, as universidades federais têm autonomia para tomar decisões de acordo com as necessidades locais. Por isso as instituições têm calendários distintos umas das outras.

“Temos unidades que conseguiram superar seus problemas de calendário e vão conseguir iniciar 2021 naquilo que seria o período normal, no início do próximo ano. Temos universidades que vão precisar de um período maior para regularizar a situação”, diz Marcus Vinicius David, reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora e vice-presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

A Universidade de Brasília (UnB), por exemplo, retomou as atividades de ensino de forma online apenas em 17 de agosto. O semestre deve seguir até o dia 18 de dezembro. Não há, na instituição, previsão de retomada das atividades presenciais.

“A decisão, quando houver, vai considerar o cenário da pandemia no Distrito Federal e no Brasil. No momento, a prioridade é manter o isolamento social e, assim, salvar vidas. O semestre 1/2020 [primeiro semestre de 2021] é atípico, com as adaptações exigidas pelo momento, mas igualmente válido”, informou a universidade, em nota, segundo a Agência Brasil.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também optou pelas aulas remotas. Antes de iniciá-las, anunciou, em junho, o programa Auxílio Inclusão Digital com até 13 mil kits de internet para estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Segundo a UFRJ, as aulas presenciais somente serão retomadas quando houver vacina para o novo coronavírus.

De acordo com a plataforma do MEC, há previsões para o encerramento do ano letivo de 2020 nas instituições federais até maio de 2021. A plataforma Coronavírus – Monitoramento das Instituições de Ensino, embora hospedada no site do MEC, é atualizada pelas próprias instituições.

Leia mais: Brasil sobe para 6º país mais representado em ranking global de universidades

Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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    1 Comentário

    1. Cursos remotos ou à distância permitem ao aluno estudar com segurança em sua casa, voltar tarde da noite devido as aulas de cursos noturnos para as mulheres é um risco a sua vida, é um risco a vida de todos. Sou formada e hj não faria mais um curso noturno. Além disso, os cursos EAD permitem mais tempo aos estudos.

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