Ensino Básico

Como aprender matemática, geografia e física ao brincar de pipa

0
aprender com pipa

Empinar pipa: brincadeira virou forma de aprender na Escola Municipal Cristo Rei, em Macatuba (SP). Crédito: divulgação.

Para uns, pipa. Para outros, papagaio – ou raia, ou pandorga. Seja como preferir, o fato é que se trata de um instrumento muito antigo. Sua história remonta à China de 3 mil anos atrás, uma época em que as pipas feitas de varetas de bambu, linha e papel de seda eram utilizadas para transmitir mensagens entre equipes militares.

Muitos anos se passaram, e empinar pipa virou uma brincadeira popular entre crianças e jovens. Mas para aqueles que estudam na Escola Municipal Cristo Rei, em Macatuba (SP), a 300 quilômetros da capital, a brincadeira foi além: tornou-se uma forma de aprender.

Com os ângulos e medidas das varetas, os estudantes aprendem Geometria e Matemática. Com informações sobre variações climáticas e equilíbrio, aprendem Geografia e Física.

Já com o manual de instruções, os alunos interpretam e identificam diferentes gêneros textuais. De quebra, eles ainda praticam inglês – pois os professores pedem a descrição das atividades na língua estrangeira, fortalecendo o bilinguismo.

Leia mais: A brincadeira na educação infantil em tempos de BNCC

 A atividade leva em consideração um conceito que tem ganhado espaço nas escolas de todo o mundo: a interdisciplinaridade.

“A interação entre os componentes curriculares se tornou uma importante ferramenta para a busca do conhecimento e vem sendo adotada para apresentar aos alunos possibilidades diferentes de olhar um mesmo fato”, explica Ana Paula Silveira de Carvalho, consultora pedagógica do Sistema de Ensino Aprende Brasil, empresa do Grupo Positivo voltada à educação municipal.

aprender com pipa

Escola no interior de São Paulo promove a interdisciplinaridade por meio da construção de pipas. Crédito: divulgação.

Aprender com pipas

O que Carvalho sugere é ensinar de forma interdisciplinar, utilizando situações do cotidiano dos alunos. Como empinar pipas. Assim, segundo ela, é possível ensinar sobre estações de ano, diferenças entre tempo atmosférico e clima e elementos do clima nas aulas de Geografia.

Nas aulas de Matemática, os estudantes podem abordar medidas de comprimento, transformação de unidades, polígonos, identificação de faces. Já em Física, empinar pipa auxilia a aprendizagem de conceitos como força, direção e cinética.

“Para as crianças, isso é muito importante – principalmente por ser uma aula prática”, diz Josiane Moretti, professora da Escola Municipal Cristo Rei. “Acredito que os alunos jamais vão esquecer esse aprendizado.”

Leia mais: Inspirada em Harry Potter, escola mineira desenvolve competências dos alunos

Redação Pátio
A redação da Pátio – Revista Pedagógica é formada por jornalistas do portal Desafios da Educação e educadores das áreas de ensino infantil, fundamental e médio.

VOCÊ PODE GOSTAR

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.