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5 aspectos do design instrucional que não devem ser esquecidos na EAD

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Em um mundo com amplo acesso a conteúdo, cada vez mais a qualidade e consistência do material proposto aos estudantes ganha importância. Conteúdos bem referendados, organizados de forma dialógica e focada na aprendizagem do leitor fazem toda a diferença.

Garantir esses aspectos é papel do designer instrucional, profissional destacado para receber os materiais do professor conteudista (especializado em educação a distância). A seguir, apresentaremos 5 aspectos do design instrucional que são indispensáveis para um curso EAD atender os desafios dos alunos.

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design instrucional

Um dos papéis do design instrucional é organizar os conteúdos de forma dialógica. Crédito: Visual Hunt

1. Identifique as condições de cada aluno

Cada aluno é diferente do outro. Alguns aprendem com a leitura, outros colocando a mão na massa. Para criar um ensino virtual eficaz, mais capaz de agradar do que o contrário, é preciso identificar quais são as condições de aprendizado de cada estudante.

Exemplo: se a ideia é criar um curso para profissionais experientes em sua área de atuação e com pouco tempo disponível para o aprendizado, o ritmo deve ser acelerado e o conhecimento dividido em módulos menores. O ideal é que os módulos sejam oferecidos em formatos compatíveis com dispositivos móveis para que possam ser rapidamente acessados, onde o aluno estiver e quando ele puder.

Para os alunos cinestésicos – aqueles que precisam colocar a mão na massa –, o importante é concentrar a aprendizagem em componentes multimídias e cheios de interatividades.

Nesse ponto, é preciso atentar para algumas questões:

  • Em que formato o curso deve ser ministrado? Com base nas preferências do aluno, é melhor fornecer o curso no formato puro de e-learning? Ou é melhor incorporar formatos de microlearning, como vídeos ou questionários? Ou, ainda, a melhor opção é combinar e-learning e treinamentos presenciais?
  • Como os alunos devem praticar o conhecimento adquirido e o quanto de prática é necessário? Aqui, é possível oferecer simulações de “assistir-tentar-fazer”, em que eles podem praticar o que aprenderam em um ambiente livre de riscos. Um curso de educação a distância também pode ser seguido por workshop, no qual os alunos tenham a oportunidade de praticar o que aprenderam.
  • Quais serão os critérios para conclusão do curso e meios para medir a proficiência?
  • Qual mídia de comunicação será usada? O curso será baseado em desktop? Os alunos esperam que ele esteja disponível em seus dispositivos móveis, como smartphones e tablets?

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2. Coloque todos os alunos na mesma página

Os pré-testes podem ajudar a identificar o que os alunos já sabem. A partir da pontuação alcançada, é possível visualizar o nível de compreensão prévia dos estudantes e personalizar o curso de acordo com suas necessidades. A pontuação nos pré-testes também ajuda a decidir se é melhor direcionar os alunos para um nível mais avançado ou para um treinamento prático orientado por especialista.

Outro ponto positivo dos pré-testes é incentivar os estudantes no aprendizado. De outra parte, permitem que eles visualizem o que sabem e o que não sabem. Esse entendimento os estimulará ainda mais a participar das aulas, além de dar a eles uma ideia do que está por vir e do que eles precisam prestar atenção ao longo do curso.

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3. Siga uma estrutura modular

O uso de uma estrutura modular para os cursos virtuais, na qual cada módulo atua como parte autônoma do conhecimento, esclarece os alunos a respeito da estrutura das aulas e oferece mais tempo para que eles se concentrem no conteúdo, em vez de se perguntarem o que é esperado deles.

currículo EAD e presencial

Modularização e flexibilização diferenciam o currículo da educação a distância em relação ao presencial. Crédito: reprodução.

Um módulo ideal de e-learning consiste nos seguintes elementos em sequência:

  • Introdução;
  • Esboço dos conceitos a serem discutidos;
  • Discussão detalhada dos conceitos;
  • Avaliações formativas com feedback instantâneo;
  • Material de referência para conhecimento adicional na forma de links para vídeos e artigos;
  • Avaliação sumativa.

Aqui, é essencial seguir uma estrutura consistente de módulos ao longo do currículo. Dessa forma, o primeiro módulo servirá como modelo de como os outros serão estruturados e sequenciados.

Por exemplo, em um curso sobre treinamento de produtos, inicie o curso com uma introdução aos conceitos básicos e termos-chave, dividindo, assim, os módulos baseados na complexidade do assunto. Nos módulos subsequentes, apresente conceitos e ideias mais complexos, seguidos de uma demonstração em vídeo sobre suas funcionalidades.

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4. Realize exercícios práticos após cada módulo

A prática de exercícios e avaliações formativas após cada módulo é uma oportunidade para que os alunos reforcem o conhecimento adquirido, capacitando, assim, suas habilidades e competências.

Exercícios de simulação, por exemplo, permitem que pratiquem o conhecimento adquirido em contextos reais, o que gera uma oportunidade para que os cursos de e-learning ampliem a experiência do aluno, estimulando-o a experimentar, refletir e responder ativamente às perguntas feitas ao final de cada módulo.

5. Conceda feedback imediato após avaliação

E se o conhecimento que os professores tentam comunicar não for transmitido da maneira que planejam? Oferecer feedback imediato é importante para:

  • Corrigir o aluno
  • Reforçar o conhecimento do aluno
  • Abordar os conceitos mal compreendidos pelos aluno

Algumas dicas para fornecer feedback eficaz são:

  • É importante o feedback que seja instantâneo e ajude a corrigir de imediato os erros cometidos.
  • Mostre aos alunos as implicações reais de suas escolhas erradas usando cenários e estudos de caso.
  • Explique aos alunos como eles podem corrigir um erro, em vez de apenas dizer qual foi o erro.
  • Alinhe o feedback às metas e aos objetivos do curso e enfatize como corrigir um erro para ajudar o aluno a alcançar o objetivo geral do e-learning. No treinamento de atendimento ao cliente, por exemplo, explique como uma mudança de comportamento pode resultar em um melhor atendimento ao cliente.

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Texto originalmente publicado no blog Campus Technology, com edição e tradução do portal Desafios da Educação.

Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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    2 Comentários

    1. Não entendi qual é a pergunta para deixar uma resposta! É sobre os 5 passos para planejar uma atividade on line? Considero que são plausíveis. De certa forma, uma atividade presencial tb deve atentar para esses aspectos, principalmente no que diz respeito ao feedback para os alunos. É de suma importância que eles saibam o que não sabem para se empenharem mais na aprendizagem!

      1. Os 5 passos para elaborar uma atividade on line são relevantes. Em qualquer interação pedagógica, o professor precisa conhecer os alunos. Também a organização do conteúdo em módulos facilita a aprendizagem em pequenas porções de conhecimento. Para saber se a aprendizagem foi atingida, é necessária a avaliação! Isso associado ao imediato feedback sobre a avaliação; rever o que ficou de difícil assimilação e retenção na estrutura cognitiva do aluno. E, finalmente reforçar os conteúdos em que os alunos ficaram com pior desempenho.

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