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O que muda na pós-graduação, agora que TCC não é mais obrigatório

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TCC não é mais obrigatório

Medida que anula TCC também traz mudanças na composição do corpo docente. Crédito: UFRGS.

Cursos de pós-graduação lato sensu não precisam exigir dos alunos a entrega e a apresentação de um trabalho de conclusão (TCC).

Uma resolução do Ministério da Educação (MEC), publicada em 2018, trouxe essa e outras novidades ao ensino superior – como a criação de novas terminologias para os cursos de MBA e de especialização, além da alteração das regras para a emissão de certificados e para a composição do corpo docente.

As mudanças reposicionam o setor como um todo. Agora, cursos de MBA e especializações passam a ter como foco a capacitação de profissionais. Ou seja: estarão voltados para o aprofundamento de uma área específica do conhecimento.

Para a formação de futuros pesquisadores e docentes, o mestrado segue a melhor opção – e não sofreu alterações com a medida.

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Confira as mudanças:

Novas terminologias: agora, o título de especialista é reconhecido. O estudante matriculado em uma pós-graduação lato sensu tem a opção de adquirir uma titulação relativa a uma área específica do conhecimento.

Alterações no corpo docente: o novo marco regulatório exige que no mínimo 30% dos professores tenham título de mestrado ou de doutorado. Os outros 70% podem ser preenchidos por profissionais com, no mínimo, um título de especialista na área em que irão lecionar.

Emissão de certificados: os certificados de conclusão e os diplomas só poderão ser emitidos por IES que estejam devidamente credenciadas ao MEC.

TCC não é mais obrigatório: nos cursos de pós-graduação lato sensu, a entrega de um artigo final ou trabalho de conclusão de curso não é mais exigida. A aprovação final ficará atrelada aos critérios de cada instituição.

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Sobre os TCC não-obrigatórios

A regulação permite flexibilizações. Algumas instituições podem escolher adaptar seu currículo, exigindo a produção de algum outro tipo de trabalho final. Por exemplo: o TCC pode ser substituído pela elaboração de um planejamento de marketing, ou por qualquer outra atividade vista como pré-requisito à conclusão do curso.

Para Mario Sanches, professor da FGV, as mudanças são positivas. Em entrevista ao site da Revista Ensino Superior, ele destacou que a diretriz “permite adotar novas metodologias de ensino e atividades integradoras que rompem com o modelo clássico de aprendizado”.

Sanches também afirmou que atividades em laboratórios de inovação e visitas técnicas deverão crescer nessa perspectiva, preparando melhor os alunos para o dia a dia do profissional.

Leia mais: Como incentivar o aluno a produzir trabalhos em formatos não tradicionais

Redação
A redação do portal Desafios da Educação é formada por jornalistas, educadores e especialistas em ensino básico e superior.

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    2 Comentários

    1. Que bom! O curso em si. Ja è cansativo. O aluno já fez várias provas. No decorrer do curso. Já, provou que estava presente. Precisamos reduzir tempo. Muitos formandos. Nem chegam a utilizar o título. Até. Valdirene.

    2. Excelentes mudanças, já estava na hora…

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