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A série do portal Desafios da Educação, publicada em julho, foca no dia a dia do professor. As reportagens mostram desde caminhos para o desenvolvimento de competências técnicas, socioemocionais e digitais (cada vez mais valorizadas), até novas oportunidades – como o curador de conteúdo.
No entanto,
a carreira docente no Brasil tem muitos gargalos. Desvalorização, baixos salários, capacitação defasada, alto índice de casos de depressão e ansiedade:
o panorama não é nada favorável, de acordo com pesquisas e estudos.
Um
levantamento realizado em 2018 pelo Ibope Inteligência em parceria com o Todos Pela Educação mostra que quase metade dos professores brasileiros,
49%, não recomenda a carreira docente.
Outra pesquisa de 2025, divulgada pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) indica que o Brasil pode ter carência de 235 mil professores de educação básica até 2040.
São vários motivos para o descrédito, a começar pela graduação:
o país ainda não consegue atrair os alunos com melhor desempenho do ensino médio para a licenciatura. Além disso,
os cursos não são antenados à realidade – desconsiderando os atuais desafios da profissão.
Um reflexo desse
desprestígio: não é comum aulas de matemática serem ministradas por docentes sem formação na área.
De acordo com o
Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019, apenas
48,7% dos professores do 6º ao 9º ano do ensino fundamental tinham formação superior compatível com as disciplinas que lecionaram em 2018. No ensino médio,
o valor foi de 56,3%.
De acordo com um
levantamento feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 48 países,
os docentes brasileiros recebem remuneração equivalente a US$ 13 mil anuais – US$ 1.164 por mês. Na Dinamarca, país com os melhores salários, os professores chegam a receber US$ 42 mil anuais, o
que equivale a US$ 3.570 mensais.
O levantamento também mostra que os
professores brasileiros não têm ganho salarial ao longo dos anos trabalhados. Até mesmo na Hungria, penúltimo colocado, os professores do ensino fundamental iniciam recebendo US$ 14 mil anuais, mas após 15 anos recebem cerca de US$ 20 mil,
podendo chegar a US$ 27 mil no auge da carreira.
“Estamos ficando para trás”, escreve
Carolina Tavares, em artigo publicado no Anuário, ao comparar o Brasil a outros países.
No Chile, por exemplo, existem
políticas para atrair os alunos do ensino médio com melhor desempenho, com o estabelecimento de uma nota mínima no “Enem” chileno para ingresso na licenciatura. São políticas que valorizam a carreira docente.
Outros países da América Latina, como
México
e Peru, também apostam em
políticas de atratividade e de
reestruturação semelhantes.
Segundo a pesquisa realizada pelo Observatório Nacional da Violência Contra Educadoras/es (ONVE), em parceria com o Ministério da Educação (MEC),
nove a cada dez professores brasileiros — do ensino público, privado, da educação básica ou superior — relatam ter sido perseguidos diretamente ou testemunharam perseguição a um colega de profissão.
O estudo
Global Teacher Status Index, realizado pela Varkey Foundation, entrevistou mil pessoas em 35 países para comparar, em termos de valor para a sociedade, o emprego do professor a outras ocupações.
A China é o mais país que mais valoriza seus educadores. Por lá, a
importância do professor é equiparada à dos médicos. Já aqui, em termos de status social, os professores foram comparados aos bibliotecários.
Fora isso, a pesquisa também avaliou o respeito dos alunos pelos professores. O Brasil foi último colocado:
menos de 10% dos entrevistados acreditavam que os alunos respeitavam seus professores.
Por meio da Lei de Acesso à Informação, o SBT e o jornal Agora São Paulo publicaram dois levantamentos que dão
dimensão sobre a saúde mental dos professores de São Paulo. E as notícias não são nada boas.
De acordo com o SBT, 45 professores da rede estadual
pedem afastamento do cargo diariamente. As causas mais frequentes são ansiedade e depressão. A rede dispõe de 190 mil professores.
O jornal Agora, fazendo um recorte municipal,
mostrou que na capital paulista o
estresse, a
depressão, a
ansiedade e a
síndrome do pânico estão entre os problemas psiquiátricos que
levaram à concessão de 62 licenças, por dia, em média, entre educadores. A rede tem cerca de quase 63 mil educadores.
Por Redação
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