Por que a China também é uma potência mundial quando se trata de produção científica

Redação • 23 de janeiro de 2026

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    Que a China é uma das maiores potências econômicas do planeta, todo mundo sabe. Mas você sabia que o país asiático também é referência quando se trata de produções científicas? 


    Sob esse aspecto, sete das dez melhores universidades do mundo são chinesas. O retrato aparece no Ranking de Leiden, uma das classificações acadêmicas mais respeitadas do mundo quando o critério analisado é produção científica e impacto das publicações


     Enquanto outros rankings avaliam as instituições de ensino superior (IES) por reputação, internacionalização ou empregabilidade, Leiden se concentra exclusivamente em dados bibliométricos, oferecendo um recorte objetivo da pesquisa produzida nas universidades. 


    O que mede o Ranking de Leiden 


    Elaborado pelo Centro de Estudos de Ciência e Tecnologia da Universidade de Leiden, na Holanda, o ranking avalia universidades com base em indicadores como: 


    • Número total de publicações científicas 
    • Percentual de artigos entre os mais citados do mundo 
    • Colaborações internacionais 
    • Impacto normalizado das citações 


    Em outras palavras, o foco não está na imagem da instituição, mas no quanto e com que relevância ela contribui para a produção global de conhecimento. 


    Esse critério faz do Ranking de Leiden uma espécie de termômetro do potencial científico dos países. Quanto mais IES aparecem bem-posicionadas, maior tende a ser a capacidade de uma nação de gerar inovação, formar pesquisadores, atrair talentos e influenciar agendas científicas globais. 


    Por causa disso, o ranking costuma ser acompanhado de perto por governos, agências de fomento e gestores universitários, especialmente em países que tratam ciência e tecnologia como vetores estratégicos de desenvolvimento econômico e soberania


    Como a China chegou ao topo da lista 


    Na edição mais recente do Ranking de Leiden, divulgada em 2025, o domínio chinês é evidente — a começar pelo primeiro lugar, ocupado pela Universidade de Zhejiang


    Entre as dez primeiras posições, apenas duas universidades não pertencem à China. Ambas são instituições tradicionais e conhecidas do público brasileiro: a Harvard University, dos Estados Unidos, na terceira colocação, e a Universidade de Toronto, do Canadá, em décimo lugar. 


    A presença massiva de universidades chinesas no Ranking de Leiden — que se estende para muito além do top 10 — não é um fenômeno recente nem acidental. Ela é resultado de anos de investimento contínuo em ciência e tecnologia, sustentado por políticas de Estado que atravessam diferentes ciclos econômicos. 

    Nas últimas duas décadas, a China multiplicou seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Dados de organismos internacionais indicam que o país já responde por mais de 20% da produção científica mundial, aproximando-se rapidamente dos Estados Unidos em volume absoluto de publicações. 


    Além disso, universidades chinesas ampliaram significativamente sua presença em áreas como inteligência artificial (IA), engenharia, biotecnologia, energia e ciência dos materiais. 


    Outro fator central é a expansão e fortalecimento dos programas de pós-graduação, com forte integração entre universidades, centros de pesquisa e o setor produtivo. A ideia é formar pesquisadores em grande escala, estimular a publicação em periódicos de alto impacto e criar ambientes capazes de reter talentos. 


    O resultado aparece nos números. Além de Zhejiang, universidades como Tsinghua, Peking e Shanghai Jiao Tong figuram sistematicamente entre as instituições mais produtivas e citadas do mundo. 


    O contraste com instituições tradicionais do Ocidente 


    A presença de universidades como Harvard, Johns Hopkins e Michigan entre as 25 primeiras colocadas mostra que as IES tradicionais seguem relevantes. No entanto, o ranking evidencia uma mudança estrutural inegável: o eixo da produção científica global está se deslocando.


    Enquanto muitas instituições ocidentais enfrentam restrições orçamentárias, disputas políticas internas e redução de investimentos públicos, a China amplia recursos para a ciência e a trata como prioridade estratégica. 


    Onde o Brasil se insere no cenário 


    O Brasil aparece de forma tímida no levantamento. A Universidade de São Paulo (USP) ocupa a 17ª posição, sendo a única IES do País entre as 100 melhores do mundo. 


    Se por um lado o resultado confirma a centralidade da USP como um grande polo de pesquisa, por outro, escancara a excessiva concentração da ciência brasileira em poucas instituições, quase sempre públicas, que operam sob restrições orçamentárias e dependência de políticas instáveis de fomento. 


    Isso produz um questionamento incômodo: que tipo de nação queremos ser no cenário global do conhecimento? 


    Investir em ciência e pós-graduação pode não gerar retorno imediato. Mas constrói reputação internacional, fortalece a soberania tecnológica e amplia a capacidade de resposta a desafios complexos — da saúde pública às mudanças climáticas, da transição energética à transformação digital. 


    Não é por acaso que a China, hoje uma das grandes potências econômicas do planeta, lidera um indicador global de produção científica. Esse domínio não é um efeito colateral do crescimento econômico, mas parte estruturante dele. 


    Acesse o ranking completo aqui

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    Por Redação

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