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A cada ano, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) reforça seu papel como a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil. Em 2025, a prova voltou a registrar uma marca expressiva: foram mais de 4,8 milhões de inscritos, o que representa alta de 11,22% em relação à edição de 2024 e de 38% na comparação com 2022.
No dia 16 de janeiro, após muita expectativa, o Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram as notas do exame. Agora, com os resultados em mãos, os participantes buscam transformar seu desempenho em oportunidades concretas.
Que caminhos é possível trilhar, considerando diferentes perfis de alunos — desde quem busca uma vaga pública até quem precisa de bolsa ou financiamento em uma instituição de ensino superior (IES) privada?
Neste post, o Desafios da Educação traz um guia básico para que os estudantes entendam como utilizar a nota do Enem para realizar o sonho de ingressar em uma universidade.
O Enem foi aplicado pela primeira vez em 1998, mas, naquela época, tinha como objetivo principal avaliar o desempenho dos estudantes concluintes do ensino médio. Foi somente a partir de 2024, com a criação do Programa Universidade para Todos (Prouni), que ele deixou de ser apenas um exame diagnóstico e se tornou o principal critério de seleção para milhões de vagas no ensino superior em todo o Brasil.
Hoje, o exame funciona como uma ferramenta que abre portas em importantes sistemas de seleção, como:
Esses programas são coordenados pelo MEC e, combinados, representam as principais formas de acesso a instituições públicas e privadas de ensino superior. As inscrições para os três processos acontecem em períodos distintos, sendo um seguido do outro, na seguinte ordem cronológica: Sisu, Prouni e Fies. O primeiro está com inscrições abertas até 23 de janeiro.
Depois disso, os cronogramas seguem simultaneamente; ou seja, o resultado final de uma seleção pode sair só depois do término do período das inscrições de outra. Por isso, quem se inscrever em todos terá mais chances de ingressar em um curso superior ainda no início de 2026.
O Sistema de Seleção Unificada é um programa que usa unicamente as notas do Enem para alocar candidatos em vagas de IES públicas — incluindo universidades federais, estaduais e municipais, além de institutos federais e centros universitários.
No Sisu, o processo seletivo ocorre por meio de um sistema eletrônico gratuito, no qual o estudante faz sua inscrição com a sua conta Gov.br. O sistema puxa automaticamente as notas do Enem, e o candidato escolhe até duas opções de curso.
Há algumas regras que o candidato precisa observar, como:
Uma das características mais importantes do Sisu é o que se chama nota de corte — a menor pontuação que ainda está dentro do número de vagas disponíveis em determinado curso ou modalidade. Na prática, isso significa que:
Esse sistema dinâmico exige estratégia e acompanhamento constante durante o período de inscrições.
O Sisu representa o acesso direto e sem custos à educação pública superior, o que o torna uma das oportunidades mais buscadas pelos estudantes no País.
A competição é acirrada, e os candidatos com notas mais altas tendem a ocupar as vagas mais concorridas. Por isso, compreender bem como funciona o sistema, as notas de corte e as regras de cada chamada pode ser decisivo.
O Programa Universidade para Todos é outra forma de uso da nota do Enem para ingresso no ensino superior — nesse caso, por meio de bolsas de estudo parciais e integrais em IES privadas.
No Prouni, a seleção utiliza as notas do Enem das duas últimas edições (por exemplo, 2024 e 2025), o que amplia as chances de candidatos que mantiverem uma média alta. A consulta de bolsas já está disponível, mas as inscrições só começam no dia 26 de janeiro de 2026.
Para concorrer às bolsas, o candidato deve atender a algumas condições:
Além da renda, existem critérios sociais que podem beneficiar alguns grupos, como pessoas com deficiência (PCDs) e candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.
O Prouni já beneficiou 3,6 milhões de estudantes desde 2005, oferecendo tanto bolsas integrais quanto parciais. Ele representa uma alternativa para quem deseja estudar em universidades e faculdades privadas, mas não tem recursos financeiros para arcar com as despesas.
O Fundo de Financiamento Estudantil é mais uma forma de utilizar a nota do Enem para chegar ao ensino superior. Nesse caso, ele ajuda a arcar com o pagamento das mensalidades, que serão quitadas após a conclusão do curso. A expectativa é de que as inscrições do Fies 2026.1 sejam abertas em fevereiro.
Para participar do Fies, alguns requisitos devem ser atendidos, como:
Uma inovação relativamente recente é o Fies Social, que reserva metade das vagas para estudantes com renda familiar mais baixa e inscritos no Cadastro Único (CadÚnico). A modalidade foi lançada pelo Ministério da Educação por meio da Resolução nº 58/2024, com o objetivo de retomar o papel social do programa. Por meio dela, os estudantes têm a possibilidade de financiar até 100% dos encargos educacionais.
Para muitas famílias, o Fies representa a possibilidade de acesso à educação superior em instituições privadas quando outras alternativas não são possíveis. Mesmo representando uma dívida que precisará ser quitada no futuro, o financiamento permite que o estudante ingresse em um curso e só o pague após formado, o que reduz a barreira financeira imediata.
Além dos sistemas disponibilizados pelo MEC, a nota do Enem pode ser usada de outras maneiras:
Não espere apenas pela nota: saiba quando abrem os prazos de Sisu, Prouni e Fies e tenha um plano claro de cursos e instituições de interesse.
As notas de corte variam ano a ano e por curso. Use simuladores e históricos para estimar onde sua nota pode ser competitiva, pois isso ajuda a definir opções realistas no Sisu.
Em vez de apostar apenas em um programa, inscreva-se em vários (quando possível). A sequência Sisu/Prouni/Fies cria múltiplas chances de atingir seu objetivo.
Os resultados podem ser divulgados em momentos distintos — inclusive com resultados finais saindo após o início das inscrições de outro programa. Fique atento ao cronograma e não perca os prazos oficiais.
Por Redação
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