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Os alunos estudavam em um único turno, em salas tradicionais, enfileirados. O professor, detentor do conhecimento, tinha a função de repassá-lo. Essa era a lógica de estudo até pouco tempo atrás.
Mas as coisas mudaram. A
rotina do estudante, bem como o papel dos professores, é diferente graças à tecnologia, à evolução das mídias convencionais e sociais e às novas formas de interação.
Esse cenário enseja uma série de
transformações nas instituições de ensino superior (IES). É o que afirmou
Gustavo Borba, então diretor da unidade de graduação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), instituição com duas unidades no Rio Grande do Sul.
Borba participou, em abril, do
Fórum de Lideranças: Desafios da Educação 2019. Autor do recém-lançado
A escola do
futuro, livro escrito em parceria com
Marcos Piangers, o professor apresentou de maneira divertida alguns dados da pesquisa Geração Z, feita por ele e outros autores (leia mais abaixo).
Na “universidade do futuro”, segundo Borba, o professor é chave. Saber
ouvir, orientar e engajar professor com aluno, e aluno com aluno, são fatores cruciais. “Engajamento é o que faz diferença em qualquer instituição”, disse.
Em sua apresentação, Borba também ressaltou o
impacto das mudanças tecnológicas no setor. “A IES ficou potencializada. Ampliou-se o acesso à perspectiva informacional do professor. Assim, o nosso papel se transformou”, afirmou ele, que também dá aulas na Unisinos.
Tem se falado muito sobre a
importância do professor ser digital.
Mas Borba salienta que também é preciso preparar a IES, equipando-a com
espaços de aprendizagem flexíveis, tecnológicos, com mobiliário e elementos naturais e ambientais.
Isso ajuda tanto o aluno quanto o professor. Quando colocado em um ambiente inadequado, o professor geralmente tem sua
capacidade limitada. E
os alunos não ficam tão animados. “O design do espaço é um fator central para gerar engajamento. Muitas vezes, a própria sala é o gargalo para uma boa aula”, diz Borba.
A pesquisa Geração Z mapeou as características, motivações, estilos de aprendizagem, formas de engajamento e de relacionamento e preocupações de 1223 jovens universitários nascidos entre 1995 e 2001. O objetivo, segundo Borba, foi identificar maneiras de melhorar a integração desses alunos ao ambiente universitário.
Metade dos estudantes ouvidos se considera
um tanto cautelosa e
pouco oportunista. Segundo eles, as características que mais os descrevem são
mente aberta (73, 4%), leal (76,3%) e
determinado (67,1%).
A geração Z, que
nasceu com a tecnologia, ainda prefere a interação
face a face, presencial, embora
não dispense os aplicativos de mensagens instantâneas.
A maioria (96,3%) respondeu que
trabalhos em grupo são importantes para a construção prática (em outras palavras, fazer a coisa acontecer).
E o que torna
o estudo mais divertido e atrativo para a geração Z? Em primeiro lugar, aparece os temas em debate e as metodologias utilizadas. Eles gostam de estudar
apenas aquilo que têm interesse e gostam de saber o porquê de estudar tal conteúdo. Querem saber
em que situações irão utilizá-los e como podem levar o conhecimento para o dia a dia, sem o reproduzir mecanicamente.
Esses alunos preferem trabalhar coletivamente e com as mãos na massa.
Outro fator importante é o papel de um
professor inspirador, que
transforme o ambiente de aprendizagem em um lugar leve e que acredite no que faz. Professores com paixão pelo que ensinam
cativam os alunos e conseguem fazer até os assuntos mais chatos ficarem interessantes.
Para os alunos,
o professor é um orientador. É alguém que tem a função de compartilhar seu conhecimento e, ao mesmo tempo, instigar e guiar a busca por conhecimento.
Por Redação
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