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O Ministério da Educação (MEC) atualizou em 2019 as Diretrizes Curriculares Nacionais(DCNs) para os cursos de graduação em Engenharia. O objetivo, segundo a comissão do Conselho Nacional de Educação (CNE) “atender as demandas futuras por mais e melhores engenheiros”.
Em comparação com a versão
anterior do documento, de 2002, as DCNs de Engenharia trazem conceitos atuais como a formação baseada por
competências, o
foco na prática, a
aprendizagem ativa e uma
maior flexibilidade na constituição do currículo.
O conceito de competências não é exatamente inédito nas DCNs de Engenharia. Mas a novidade é que o texto traz perspectivas mais detalhadas sobre as
características esperadas de um engenheiro recém-graduado.
Entre as habilidades e competências esperadas estão
visão holística,
atuação inovadora e empreendedora, além da criatividade na hora de resolver problemas da área.
A ideia é que as instituições de ensino superior (IES) formem
profissionais mais completos. Em outras palavras,
que os futuros engenheiros sejam dotados tanto de capacidades técnicas quanto de aptidões humanísticas.
As IES ganharam
mais liberdade para compor a grade curricular: o texto das diretrizes de 2002 era engessado sobre o assunto.
Antes, conteúdos básicos deveriam ocupar
30% da carga horária mínima e conteúdos profissionalizantes corresponderiam a 15%. A margem para
moldar a grade (com conteúdo específico) era de 55%.
Nas novas DCNs, a obrigatoriedade de uma porcentagem acabou. Cada curso pode
balancear matérias como melhor entender, desde que não exclua conteúdos básicos, profissionais e específicos.
Desenvolver as competências pré-estabelecidas pelo curso deve ser o objetivo das disciplinas. “É mais importante pensar na qualidade e na pertinência do projeto pedagógico com o perfil do egresso do que na carga horária”, analisa Genisson Coutinho, doutor em Educação em Engenharia pela
Universidade de Purdue, nos Estados Unidos.
As atividades práticas, que mal apareciam nas antigas DCNs de Engenharia, são
citadas
nove vezes no último documento. O número é
apenas um indício da importância que o conhecimento prático ganhou.
Passam a ser obrigatórias as
atividades de laboratório tanto para as competências gerais quanto às específicas. O recurso é também um trunfo para a instituição
atrair e reter alunos.
“O laboratório engaja o aluno, ajuda na atratividade da universidade e reduz a evasão. É um bom investimento porque dá retorno”, diz
Vinícius Dias, CEO da
Algetec.
Dias é sócio de
Genisson Coutinho na Algetec. A empresa desenvolve soluções de ensino em Engenharia. Entre os produtos estão as bancadas didáticas físicas e suas versões digitais.
Os laboratórios virtuais são uma
tendência entre as IES. “Nos Estados Unidos, é comum fazer a prática virtual antes. Assim, o aluno não perde tempo com roteiro no laboratório físico e foca no experimento, na aprendizagem”, explica Coutinho.
A solução otimiza o tempo do aluno,
que chega mais preparado para extrair o melhor das atividades no ambiente real.
O uso deste tipo de metodologia é previsto no novo texto. A intenção é “promover uma educação mais centrada no aluno”. A autonomia também surge como
forma de aprendizado contínuo na carreira dos futuros profissionais.
As IES são encorajadas a implementar atividades acadêmicas
que estimulem síntese de conteúdos, integração de conhecimentos e articulação de competências. É mais um recurso
para encantar os estudantes.
De acordo com parecer da CNE, a evasão nos cursos de Engenharia é de 50%. Pensando nisso, as DCNs de Engenharia preveem
sistemas de acolhimento e nivelamento estudantil. Tais medidas podem ser realizadas por meio de cursos extracurriculares, acompanhamento psicopedagógico ou mesmo adaptando metodologias ao perfil do aluno.
As avaliações devem ter caráter de reforço ao aprendizado. O modelo ocorre ao longo do período de ensino para que o aluno tenha a
oportunidade de crescer com a avaliação.
Por Tatiana Reckziegel
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